14 setembro 2017

Lições do homem que deixou Jesus maravilhado

Base Lc 7.1-10

Lucas nesta passagem vai relatar um evento histórico acerca do Centurião de Cafarnaum e como suas atitudes me chamam a atenção e uma delas deixaram Jesus surpreso.


Havia em Cafarnaum um destacamento do exército romano que tomava conta do porto e da estrada comercial da cidade, que era comandado pelo centurião a serviço de Herodes. O centurião ficava à frente de uma companhia de cem soldados romanos.


O 1º aspecto interessante o qual aprendo com este centurião, que apesar dele ser um estrangeiro que não conhecia a Deus, ele se simpatizou com a nação e a cultura religiosa dos judeus e construiu com próprios recursos uma sinagoga naquela cidade. Há quem diga que era uma das mais belas da região. Meditando neste contexto me sobrevém vem o questionamento: Israel era dominado pelo Império Romano, logo o governo e os soldados romanos eram odiados pelos judeus. Como um comandante do exército romano que também era conhecido pela brutalidade e selvageria pudesse fazer tal benfeitoria? Parece algo ilógico, não é verdade? 🤔


Isso nos leva a acreditar que o Centurião era um homem que sabia manter boas relações com as pessoas ao seu redor e que um dos seus serviçais ao qual ele tinha muita estima estava doente. A 2ª coisa que me chama atenção pois a história que conhecemos retrata bem a relação entre escravos e patrões. E aí em pleno século 21 eu começo a lembrar de alguns "líderes" que já tive na vida, que por sua posição se achava no direito de humilhar seus subordinados, chamando sua atenção em público por exemplo. Você já conheceu um chefe/professor/líder assim? Ou você está numa posição de liderança hoje e trata mal seus subordinados? Mas o centurião de Cafarnaum era um homem diferenciado dos demais a serviço do Império Romano - o comandante de um destacamento do exército conhecido pela brutalidade tendo empatia pelo pelo seu serviçal adoecido. Empatia é colocar-se no lugar do outro!


3ª coisa – um comandante militar, a serviço de uma nação opressora a Israel, além de manter relacionamentos ele possuía amigos! Ele se usou dessas amizades para mandar contar a Jesus sobre a doença do seu servo. E quando olho pra essa sociedade que vivemos hoje onde não podemos contar com ninguém, que não há mais comunhão entre irmãos, o culto acaba e todo mundo sai correndo pra casa. Mas perceba que o centurião por ser um gentio não talvez pudesse ter a atenção imediata de Jesus, então ele pede aos seus amigos que mandassem um recado pra Jesus. Você tem amigos que possam interceder a Deus por você?


4ª coisa – O centurião reconhece a autoridade e soberania e de Jesus Cristo. Ele como comandante de 100 soldados sabe que pela sua posição tem algum poder sobre seus subordinados que se der uma ordem ele será atendido, mas sendo incapaz de poder fazer algo pelo seu servo doente ele reconhece o poder do TODO PODEROSO e crê que através de uma palavra dita de longe seu servo poderia ser curado. Ele teve o senso crítico de entender que mesmo estando numa alta posição ele não era digno receber Jesus em sua casa numa demonstração de humildade.



CONCLUSÃO


Em reação a desta extraordinária atitude de fé por parte do centurião romano Jesus fica surpreso/maravilhado e dá testemunho dele diante do povo que o seguia: “...Eu nunca vi tamanha fé em Israel” e o texto finaliza com a cura total daquele servo do centurião.


Vimos nesta passagem que não é com uma oração bonita, não é com uma boa retórica de pregação, não é pela sua posição social, é somente pela fé! O escritor aos Hebreus diz que sem fé é impossível agradar a Deus. Na mesma carta ele cita no cap. 11 v. 3 diz que é pela fé que entendemos que o universo foi criado pela palavra de Deus e é esta mesma fé que nos faz crer que com uma só palavra da parte do Senhor poderemos alcançar o impossível em nossas vidas. Ele está esperando uma atitude de fé de nossa parte, ele está olhando pra nossa fé, ele vai agir segundo a nossa fé em nome de Jesus! 

09 junho 2017

10 atitudes que impediram Israel de entrar na terra prometida

Base: Números 14.20-23;26-30

Para entendermos este assunto que tem uma aplicação muito importante na nossa vida Cristã, precisamos lembrar do concerto que Deus fez com Moisés. O que é um concerto? É um pacto, uma aliança ou acordo onde Deus fez a promessa que daria ao povo de Israel a posse da terra de Canaã depois de libertá-los da escravidão do Egito e que Ele seria seu Deus e que os adotaria como seu povo (Veja em Ex 6.3-8). Como parte do plano de salvação proposto por Deus desde a queda, seria através deste povo que viria o salvador do mundo, Jesus Cristo. 

A contrapartida que Deus exigia neste contrato era obediência à sua lei (Ex 19.3-6). A Lei ordenada por Deus lá no Sinai consistia em ordenações morais, cerimoniais e civis que o povo teria conhecimento durante a jornada rumo à terra prometida. Pois bem, sendo de conhecimento geral os direitos deveres e obrigações neste contrato o povo concordou com os termos do contrato e deu sua palavra (Ex 24.3-7).

O povo honrou com a sua palavra? Inicialmente sim, mas à medida que as dificuldades durante a jornada do deserto iam surgindo, aquilo que foi combinado não foi honrado. Mesmo com todas dificuldades, Deus sempre esteve fiel, ao lado do Seu povo protegendo, guiando e provendo todas as coisas. De acordo com Deuteronômio 29.5 durante todo o período em que estiveram no deserto, suas vestes não envelheciam nem suas sandálias se desgastavam. O Deus que promete, não falha!

Conforme citado na leitura base, no v.30 daquela geração que partiu do Egito somente Josué e Calebe chegaram na terra prometida. No v.22 10 atitudes desobedientes impediram que a geração de Josué e Calebe - testemunhas de primeira mão das obras miraculosas pelas mãos do Senhor - a entrada na terra prometida. Vamos aqui delinear cada uma destas infelizes atitudes:

1) A falta de fé para atravessar o Mar Vermelho (Ex 14.11-12)
Israel diante do mar vermelho ficou atemorizado com a aproximação do exército de Faraó, preferiam estar no Egito do que morrer ali.

2) A murmuração quanto as águas amargas de Mara (Ex 15.22-24)
Após andarem por 3 dias no deserto, o povo murmurou contra Deus por causa das amargosas águas de Mara, se o povo tivesse crido na promessa de que Deus os sustentaria, eles beberiam daquelas águas mesmo sendo amargas e não sentiriam o gosto amargo, porém preferiram murmurar.

3) A queixa de fome no deserto de Sim (Ex 16.2-3)
Já se esquecendo da promessa de Deus e estressado pelas dificuldades novamente o povo desejou voltar ao Egito onde ali havia fartura de comida.

4) Desobediência em recolher mais do que a cota diária de maná (Ex 16.16,19-20)
Deus havia estipulado a quantidade de maná suficiente para um dia de jornada para que não sobrasse nem fosse guardado, porém em desobediência à recomendação do Senhor, o povo recolhia além do necessário causando desperdício de comida.

5) O recolhimento do maná no sábado (Ex 16.22-29)
Deus não queria que o povo trabalhasse nem cozinhasse no sábado pois sábado era dia santo e consagrado a Deus para adoração, a ordem era que na 6ª feira colhessem (em dobro) maná suficiente para o sustento no sábado, mas em clara e total desobediência à esta ordenança, o povo saía aos sábados para colher maná

6) A queixa da falta de água em Refidin (Ex 17.1-7)
Vemos aí mais um caso o povo se queixando do problema ao invés de buscar a Deus. O povo acampado em Refidin queixou-se com Moisés por estar com sede.

7) O culto ao bezerro de ouro (Ex 32.1-10)
Não bastasse a murmuração, agora Israel perde a paciência com Moisés que tardava a descer do monte com as tábuas da lei, se esquece dos milagres ocorridos no deserto e cai na idolatria, obrigando Arão a fazer um bezerro de ouro.

8) O protesto em Taberá (Nm 11.1-2)
Dadas as dificuldades da jornada, o povo volta-se novamente à murmurar contra Deus. A ira do Senhor se acende contra o povo e só é acalmada com o clamor de Moisés.

9) O desejo de outras comidas (Nm 11.4-10)
Algumas famílias estrangeiras se juntaram a Israel no decorrer da jornada e os influenciaram a murmurar contra Deus, por causa do maná que comiam diariamente.

10) A falta de confiança em Deus para possuir a terra prometida (Nm 13.31-3314.1-4)
Ao ouvir o relato pessimista dos 10 espias mais uma vez o povo volta a murmurar por terem sido tirados no Egito; o povo preferia a escravidão do que passar por um pouco de provação no deserto. A murmuração chegou a tal ponto de intentarem organizar um retorno ao Egito levantando um novo líder.

A esta altura, o povo já estava às portas de Canaã, mas a sua obstinada incredulidade com estas 10 atitudes, Deus decide matar a todo o povo mas o clamor de Moisés faz Deus voltar atrás em Sua sentença e perdoa o povo. Contudo determinou que esse povo não entraria na terra prometida, permanecendo por 40 anos no deserto até que toda aquela geração morresse.


Conclusão
Atitudes como as de Israel nos afastam das bênçãos que Deus tem pra nós. No deserto da vida, Deus prometeu estar conosco, a fim de prepará-lo a receber a benção Ele lhe submeterá a algumas provações. Talvez falta pouco pra você alcançar aquele milagre que tanto precisa, continue crendo nas promessas, jamais murmure ou deixe de confiar no Senhor. Murmurar te fará andar em círculos, afastando você das bênçãos prometidas.

Que fique a lição de Israel para nós; estejamos firmes, vigilantes e constantes para cairmos na cilada da murmuração e perder o descanso que já está reservado para nós.